sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Album: The Fratellis ~ Costello Music


Primeiro álbum da banda escocesa The Fratellis, "Costello music" surgiu no final de 2006 e causou grande comoção no cenário injustamente reduzido a 'indie rock'. A banda foi formada em meados de 2005, impulsionada por anúncios em uma loja de discos da cidade de Glasgow, onde os três caras se reuniram e tocaram, pela primeira vez, em março daquele ano, num bar de prestígio da cidade. Começou com um EP de três músicas (uma delas, incluída mais tarde no Costello music) que hoje, menos de três anos após o lançamento, já é tido como relíquia entre os fãs colecionadores. O nome da banda surgiu a partir do sobrenome do baixista (Barry Fratelli).

Em relação ao Costello music, apesar de críticos soluçarem por aí que o álbum está fundamentalmente ligado ao movimento indie inglês, com bandas como Arctic monkeys e The libertines, acredite, a pegada é completamente diferente. Não é um pseudogarage disco. É, na verdade, fortemente influenciado pela música folk escocesa, além de forte apoio da bateria/baixo, que regem a orquestra musical do álbum como uma homenagem ao rock retrô, que vai desde os anos 50, passando por Beatles, Stones, Costello até o final dos anos 70. Esse saudoso período de 30 anos do rock 'n roll parece estar em evidência no primeiro álbum dos Fratellis.

As composições são jovens, não adolescentes - como costumam ser as letras do já mencionado movimento indie britânico. Apesar dos membros da banda estarem lá nos seus quase 30 anos de idade, a atmosfera músical das letras é animada, falam de drogas, garotas, festas, pais e amigos, se sustantando, inclusive numa linearidade de idéias e personagens que dão ao álbum uma forte tedência à ópera rock.

É enfim, um dos melhores álbums lançados nesses últimos anos em qualquer movimento musical, que superestimou The fratellis a um ponto que os mesmos não puderam suportar, já que o segundo álbum não agradou a praticamente nenhum fã como o Costello music fez.

Prós: Canções diferentes, que dão ao álbum uma característica eclética bem interessante, mantendo-se, claro, em vertentes que dão no rock 'n roll.

Contras: Pode ser enjoativo e nem todas as músicas são tão boas quanto o álbum como um todo.




The Fratellis ~ Costello Music; lançando em 11 de setembro de 2006 pela Fallout, com produção de Tony Hoffer. Duração de 44:16 minutos.
notNota 8,0

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Album: Placebo ~ Battle for the Sun


(imagem tirada do site http://placebo-gallery.net/)

Por Wes: O Placebo sempre mudou durante os 15 anos da banda, começando como uma banda pesada e indo por direções até chegar no album considerado o mais leve da banda, “Meds”, que recebeu criticas mistas justamente por não conter mais o peso que a banda usava.
Battle for the Sun, que foi lançado em Junho mostra um Placebo revigorado pela entrada de Steve Forrest (substituindo o antigo baterista, Steve Hewitt), com um pé nas suas origens, mas ao mesmo tempo que vemos um novo Placebo, Brian Molko parece mais maduro em suas letras (que não falam mais sobre sexualidade, androgenia ou drogas), enfim, é uma banda reinventada para agradar novos publicos.
Falando do album, Battle of the Sun é o melhor album deles desde “Without You I’m Nothing”, de 1998, não falando que os outros albuns são ruins (eu pessoalmente acho o Meds incrivel), mas todos os “pós-Without You I’m Nothing” não conseguiram achar o equilibrio no que a banda gostaria de passar, Battle for the Sun corrige isso muito bem, músicas pesadas como o primeiro single “For What It’s Worth”, “Kitty Litter”, “Breathe Underwater” e “The Never-Ending Why” e mais lentas e melódicas como “Kings of Medicine” e “The Movie of Your Eyelids”, mas não sem o peso que destacou o Placebo entre outras bandas européias.
Enfim, “Battle for the Sun” foi um dos melhores trabalhos do Placebo na sua trajetória e (para alguns) um ótimo pedido de desculpas depois de Meds para quem aceitar, é um ótimo album que mostra o Placebo pra novos fãs.

Placebo ~ Battle for the Sun > Nota: 8,0

http://musosguide.com/public_html/musos.wp/wp-content/uploads/2009/06/Placebo_Battle_For_The_SUn.jpg

Prós: Com esse album, o Placebo parece uma banda totalmente nova e isso é excitante, para uma banda que tem 15 anos de história.
Contras: Músicas que não são tão profundas quanto as dos albuns antigos e isso é importante, se tratando do Placebo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Album: Good Old War ~ Only Way to Be Alone


Formada por membros da também excelente e igualmente underrated Days Away, Good Old War é uma banda diferente do que resenhamos normalmente no blog, principalmente por sua aproximação exclusivamente acústica a música, mas é meu ideal fazer desse um lugar para todos os tipos de música, então vamos começar.
O debut da banda, Only Way to Be Alone, é um dos albuns mais livres de pretensão que já ouvi, ideal para apenas deixar rolando em uma tarde de tédio, de tristeza, ou em qualquer outro momento.
O som é bem trabalhado e muito diferente de tudo que se tornou comum na cena atual, lembra mais sons de décadas passadas, vindo de um feel folk mantido por todo o álbum; o vocal também é consistentemente excelente, com inclusive uma participação do meu vocalista favorito, Anthony Green (ex-Saosin e The Sound of Animals Fighting, atual Circa Survive e solo).
É um álbum excelente, quase sem partes ruins, todas as músicas tem um carisma que te faz amá-las, cada uma de sua forma, sempre mantendo a simplicidade com um talento musical único, um exemplo excelente de que virtuosismo sem sentido sempre vai perder para simplicidade bem trabalhada; porém, não é sem falhas, a banda as vezes cai vítima de sua simplicidade e se torna monótona, mas isso é evitado com louvor pela maior parte do álbum.
As músicas que mais se sobressaem são “Coney Island”, “Looking for Shelter”, “Weak Man” e “Window”. Por fim, é um álbum recomendadíssimo se você não precisa de screams, blast beats, ou qualquer outra forma de adicionar “peso” para apreciar apenas boa música.


Nota: 8,5





Good Old War - Only Way to Be Alone

Prós: Música simples, tranquila, e repleta de carisma.
Contras: Por vezes monótono, e até apenas chato.

domingo, 19 de julho de 2009

Album: The Word Alive ~ Empire

Por Wes: Após meses de especulação, pequenos shows, a substituição de um vocalista e muito tempo de espera (muito mesmo), o primeiro EP do The Word Alive saiu e, bem, eu vou ser sincero, me sinto decepcionado. Eu realmente gostaria de chegar aqui e falar que TWA é a próxima banda que vai levar o estandarte do post-hardcore pra frente mas simplesmente não dá.
Uma confissão: Sempre quis que essa banda fosse gigante desde o começo, quando o vocal era Craig Mabbitt (ex-blessthefall, hoje no Escape the Fate), 3 músicas que eram absolutamente de tirar o fôlego e um potencial gigante para os antigos membros do Calling of Syrens. E então Craig sai da banda, os deixando sem vocal por pouco tempo, lançando por ele mesmo na internet duas músicas que iriam ser lançadas num futuro EP com a formação original, também incríveis.
Tyler “Telle” Smith (ex-In Fear and Faith, ex-Greeley States) entra e eles começam a gravar, lançando a música “How to Build an Empire”, uma música que é boa mas você sentia que o ‘poder’ do antigo TWA já não estava lá.
Ok, provavelmente vocês falarão que eu deixei implicito que as músicas com Craig são melhores do que a da era Telle, mas eu não preciso disso, já está mais do que óbvio.
Empire é triste, das seis faixas, apenas uma é decente e o resto é pura gritaria e virtuosidade sem sentido, duas músicas da era Craig foram regravadas (Casanova Rodeo e Inviting Eyes, uma versão de “Can’t Let Up”) é um convite ao pensamento de que uma banda que podia ser gigante está sendo estuprada… Por eles mesmos!
As 4 músicas inéditas são tão normais e chatas que o EP passa totalmente despercebido. Eu juro que dei todas as chances do mundo para o The Word Alive, mas eu (e acredito que muita gente) tenha se sentido mal após botar tanta pilha pra essa banda que tinha promessas para serem incrivelmente bons. Só que não reclamarei tanto pois são uma banda jovem e toda banda muda, só que por enquanto, a moral deles está baixa.

The Word Alive ~ Empire > Nota: 4,0


http://www.waytooloud.com/wp-content/themes/waytooloud/images/people/WordAlive_Empire.jpg


Prós: Apesar de tudo, o instrumental é impecável, pena que isso não é o suficiente pra salvar o EP.
Contras: Tudo dito acima.

domingo, 14 de junho de 2009

Artista: Enter Shikari



Escrever sobre sua banda favorita é tão difícil, mas com o excelente Common Dreads lançado, não há hora melhor para fazê-lo. Enter Shikari é uma banda inglesa que mistura post-hardcore com trance europeu, mas diferente da maioria das bandas que utiliza elementos eletrônicos, não é como se apenas estivessem colando duas coisas completamente diferentes e chamando de multi-funcional, é de fato um estilo único que nasceu, aliás, mistura não é a palavra certa, é uma incorporação dos dois, podem não ter sido os primeiros a ir nessa direção (até mesmo Chiodos e Underoath usam sintetizadores, e Fear Before the March of Flames também surgiu antes), mas foram extremamente originais em sua aproximação, assim conquistando milhares de fãs através da internet, a maior causa do seu sucesso, que os fez lotar o London Astoria. Não vou comentar dos inúmeros demos lançados antes do Take to the skies e me focarei em álbuns ainda em prensa nessa resenha. Take to the skies foi o primeiro álbum com produção profissional da banda, e desde a primeira vez que escutei me conquistou, o peso constante em contraste com a parte eletrônica extremamente dançante é o elemento que o álbum inteiro oferece como constante, assim como o vocal de Rou, que é extremamente versátil e habilidoso, conseguindo vocais melódicos, gritos, e guturais com a mesma proficiência. O álbum tem também muitos interludes que são interessantes, mas dispensáveis. Em conclusão, é um excelente álbum e uma experiência única, atenção especial para “Mothership”, “Sorry, You’re Not A Winner”, e “Johnny Sniper”. Já The Zone é uma coleção de B-sides, remixes, e demos do Take to the skies, pelo próprio propósito do álbum já dá para prever que não é tão bom quanto Take to the skies, mas tem a excelente “The Feast”, que sem duvida merecia estar no álbum, não há muito mais o que se falar. Depois veio o single We Can Breathe In Space, regravação de uma demo antiga muito popular entre os fãs, é uma excelente música, e tem um clipe interessante, destaque para o refrão pegajoso e a excelente Outro. E agora veio o estupendo Common Dreads, único sem perder o que fez a banda tão boa pra começar, e uma maturidade inesperada, mostrada principalmente pelas letras politicamente engajadas de mensagem positiva, e estilo mais variado do que os trabalhos anteriores. Difícil escolher poucas para destacar, mas vou com “Solidarity”, “Juggernauts”, “Zzzonked”, e “Hectic”, sinceramente, único ponto negativo do álbum é ser curto demais.

Nota:

Take to the Skies 9/10




The Zone 8/10




We Can Breathe In Space (They Just Don't Want Us to Escape) 8.5/10




Common Dreads 9.5/10




Recomendação: Common Dreads de 2009
Prós: único, viciante e divertido
Contras: interludes demais

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Album: A Skylit Drive ~ Adelphia

l_516c481a95474bc6830b3ad5123cb29dHiding

O album do A Skylit Drive de 2008, chamado de “Wires…And the Concept of Breathing” não é o que eu poderia de chamar de um album excepcional, tem lá suas músicas boas mas no geral é bem uma coisa que você acha em qualquer lugar.
Adelphia, o novo album do A Skylit Drive mostra uma evolução um tanto quanto significativa, mas no geral, cai no mesmo patamar do album anterior, mesmo quando o album ficou bem mais leve e melódico, Jag deixou de ser mesmo o vocalita substituto pra virar a voz do novo A Skylit Drive.
Ok, dando crédito a algumas músicas como “Eva the Carrier”, “Those Cannons Could Sink A Ship!”, "Heaven" e "Prelude to a Dream, mas no geral é uma coisa bem “Wires…And the Concept of Breathing parte 2”, acredito que esse espaço de um ano para lançar outro album foi muito pouco pra que uma mudança no estilo seja feita, isso foi bem decepcionante, principalmente porque eu, pessoalmente, esperava muito desse album e no final encontrei uma coisa que normalmente você acha em qualquer canto da "cena".
Não me leve a mal, eu adoro todas as fases do A Skylit Drive, até do tempo em que Jordan Blake (agora no 'Watchout! There's Ghosts'), e esse album não é nada mal, só que mais do mesmo nunca é bom, uma banda sempre deve sofrer mudanças significativas, e esse arroz com feijão pode dar no saco até nos fãs mais intensos do ASD um dia.

A Skylit Drive ~ Adelphia > Nota: 6,0

Prós: Michael Jagmin assume de vez a identidade da banda, se o A Skylit Drive com Jordan Blake era comum, a presença de Jagmin alterou isso.
Contras: Sem diferenças notáveis em comparação ao album de 2008, Wires... And the Concept of Breathing.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Album: Cinematic Sunrise ~ A Coloring Storybook and Long-Playing Record


Acredito não ser só impressão minha que tudo em que Craig Owens, o líder do Chiodos, encosta se torna uma obra prima, com três bandas e inúmeras participações por trás de seu nome, ele é sem duvida um dos cantores mais talentosos da geração atual.
E é dele e de Bradley Bell, também do Chiodos, o Cinematic Sunrise, uma banda de pop punk que, como descrita pelos próprios membros, tem como objetivo ser apenas feliz e divertida, um objetivo indubitavelmente atingido. A idéia do primeiro lançamento da banda é óbvia pelo próprio titulo, o encarte é um livro de colorir, porque segundo Craig "Não há nada mais divertido que colorir".
Já quanto à música, todo o conceito fofo da banda não se perde em momento algum, e isso não é ruim de forma alguma, enquanto as letras, diferente das alusões shakesperianas do Chiodos, são fofas e agradáveis, ao mesmo tempo que bem escritas e emotivas. O EP é excelente, do tipo que você se pega ouvindo milhares de vezes seguidas ou cantarolando durante o dia, sem sequer uma canção ruim em minha opinião. Destaque para "Umbrellas and Elephants" e "The Wordless", recomendável para qualquer um que esteja disposto a deixar entrar a felicidade que esse quinteto se dispõe a trazer. Definitivamente um dos melhores lançamentos desse ano, que foi generosíssimo com a cena musical.


Cinematic Sunrise ~ A Coloring Storybook and Long-Playing Record > nota: 9,5



Prós: Cativante, bem trabalhado, e divertido
Cons: Temática talvez infantil demais para alguns